O diagnóstico mostrou que vocês têm três públicos e não um. Este documento é o que a gente faz com isso: o que entra em cada fase, em que semana, e qual número prova que funcionou. Não tem promessa de quantidade de lead aqui. Tem prazo, escopo e o dado que vocês passam a ter no fim de cada fase.
Antes de escolher campanha, canal ou verba, vale deixar explícito o raciocínio que sustenta tudo que vem depois. Se vocês discordarem desta frase, o plano inteiro muda.
Quem adere à ata. Leilão praticamente vazio e o catálogo de vocês já fala com ele. É onde o clique é barato e ninguém percebeu.
Não se busca no Google, se recruta no Meta. Entra em segundo e não por último porque cada representante que entra passa a trabalhar as outras duas frentes na rua, sem custo de mídia.
A briga mais cara do setor. Entra por último de propósito, quando o pixel já estiver treinado e já existir um custo por contato conhecido para comparar.
Vocês mandaram a lista de quem consideram concorrente real. Abri o código de cada um hoje, 31/08, para ver não o que eles dizem, mas com o que eles estão equipados. O resultado explica a diferença de resultado melhor do que qualquer comparação de criativo.
Esta fase não compra mídia. Ela existe para que a partir da semana 3 todo real gasto vire dado. É a fase mais curta e a única que não dá para pular sem pagar por isso três meses depois.
Descobrir a qual conta pertence cada uma das duas tags de Google Ads, decidir qual fica e remover a outra. Se não houver mais acesso a nenhuma das duas, criamos uma conta limpa em nome de vocês e desativamos o resto. Conversão dividida entre duas contas não otimiza nenhuma das duas, então enquanto isso não se resolve qualquer campanha de Google roda pela metade.
Um gerenciador de tags próprio do Grupo Portal, Analytics de verdade, e o pixel do Meta com envio também pelo servidor, para não depender só do navegador da pessoa. É o mesmo tipo de instalação que os dois concorrentes da seção 02 já têm. Isso entra no pacote, não é cobrado à parte.
Decidir entre Grupo Portal e Portal Papi, apontar o segundo endereço para o escolhido e instalar a mesma medição nos dois enquanto a mudança acontece. Manter os dois no ar divide a autoridade no Google, confunde quem pesquisa por vocês e faz metade do tráfego pago cair no site que não mede nada.
Definir e instalar os eventos que importam, separados por frente: pedido de orçamento de órgão, contato de fornecedor, cadastro de representante, clique no WhatsApp. Sem essa separação os três públicos voltam a virar um número só, que é o erro que o diagnóstico apontou como causa das tentativas anteriores.
Foi dito que existe uma base de aproximadamente 50 mil contatos de órgãos públicos, com e-mail e telefone. Isso muda o plano, e muda para melhor: é a única coisa nesta operação que nenhum concorrente pode comprar no leilão. A leitura que chegou até vocês estava certa, mas parou na metade.
Sobe e-mail e telefone, e o Google encontra essas pessoas. Só que isso não reserva a primeira posição. Ele entra por cima de uma campanha de busca que já está rodando: a pessoa da lista precisa pesquisar o termo do mesmo jeito, e aí a lista faz a gente lançar mais alto para aparecer para ela. Com 5 mil contatos ficaria raspando o mínimo para veicular; com 50 mil roda na pesquisa tranquilo, mesmo perdendo bastante no casamento com conta Google. E rende ainda mais no YouTube e no Gmail que na própria pesquisa.
Template aprovado previamente pela Meta, chegando no telefone do servidor responsável pela compra. Não é robô em celular comum e não é lista de transmissão: é o canal oficial, que não derruba número quando bem usado. É o caminho mais direto para apresentar uma ata que resolve uma compra que o órgão já precisa fazer.
Comunicação recorrente para os 50 mil, mostrando quais atas estão vigentes e o que cada uma permite comprar sem abrir processo novo. Custo por contato próximo de zero e serve de aquecimento para os outros dois canais: quem já viu o nome no e-mail responde melhor no WhatsApp e clica mais no anúncio.
Não tem leilão, não tem público frio, não tem curioso entrando pela palavra genérica. É o contrário exato do problema descrito nas tentativas anteriores, em que a verba ia embora em quem pesquisava "portal de compras públicas" sem querer comprar nada de ninguém.
Com o instrumento de pé, entra mídia. E entra só onde o leilão está vazio, que são as duas frentes que ninguém está disputando: o órgão público no Google e o representante no Meta.
Campanha de busca com "ata de registro de preços" no centro, mais os termos vizinhos de quem já sabe o que quer. E, tão importante quanto: as buscas de volume alto excluídas de propósito. "Portal de compras públicas", "licitação" e "compras públicas" somam quase 160 mil buscas por mês e entram como negativas, não como alvo. É o que separa relatório cheio de clique de pipeline cheio de contato.
Nenhum concorrente do setor de governo está recrutando representante hoje, e o formato já é provado: encontrei 155 anúncios ativos fazendo exatamente isso em cervejaria, energia solar, cosmético e concessionária. O formato funciona e nunca foi apontado para este mercado. Depende de uma definição de vocês, que é o perfil do representante ideal.
O órgão público e o candidato a representante não podem cair na mesma home institucional. Cada frente ganha a sua página, com a sua promessa e o seu formulário separado, para que o custo por contato de cada uma seja lido isolado. As páginas entram no pacote quando a frente for de Google, não são projeto cobrado à parte.
Aqui entram os três ataques da seção 04, se a origem da base permitir. E entra também o público semelhante aos 2.288 seguidores do Instagram, que passa a ser possível assim que o pixel da fase 1 acumular dado. Público semelhante a quem já conhece vocês custa bem menos que público frio.
Só agora a frente do fornecedor, a que tem 225 anunciantes ativos disputando a mesma pessoa. E não competindo no mesmo terreno que eles.
A lista é curta de propósito. Nada aqui exige refazer o site, trocar de plataforma ou parar de vender enquanto arruma.
Não vou prometer número de lead, e desconfiem de quem prometer sem ter medido nada na conta de vocês. O que dá para garantir é o dado: quanto custa um órgão interessado, um fornecedor qualificado e um representante recrutado, cada um com o seu número. É isso que decide onde colocar mais verba no terceiro mês, e é isso que nenhuma das empresas anteriores entregou.
Enquanto esses três números não existirem, qualquer conversa sobre verba é palpite, de qualquer agência, inclusive da nossa.
Com o painel do site e o gerenciador do Meta liberados, a fase 1 começa no mesmo dia e não depende de mais nenhuma reunião. Nenhuma conta muda de dono: entramos como parceiro convidado, e tudo que for construído fica com vocês mesmo que um dia a gente pare de trabalhar junto. Campanha, anúncio e histórico são de vocês, sempre.
Se preferir começar menor, dá para fazer só a fase 1 e decidir a verba depois de ver o primeiro dado. Nessa ordem vocês não gastam mídia enquanto o sinal ainda não está de pé, que é o oposto do que está acontecendo hoje.