O diagnóstico mostrou que vocês têm três públicos e não um. Este documento é o que a gente faz com isso: o que entra em cada fase, em que semana, e qual número prova que funcionou. A verba não se divide entre os três. Vai concentrada no órgão público que adere à ata, porque a ata vocês já têm e o que falta é chegar em quem compra. Não tem promessa de quantidade de lead aqui: tem prazo, escopo e o dado que vocês passam a ter no fim de cada fase.
Antes de escolher campanha, canal ou verba, vale deixar explícito o raciocínio que sustenta tudo que vem depois. Se vocês discordarem desta frase, o plano inteiro muda.
Quem adere à ata. Leilão praticamente vazio e o catálogo de vocês já fala com ele. Vocês já têm a ata pronta para vender: o que falta é chegar em quem compra. Por isso ela não é só a primeira da fila: é onde o orçamento fica concentrado.
A frente mais vazia do mercado, e mesmo assim ela fica de fora das oito semanas. Recrutar quem vende não resolve o gargalo de hoje, que é alcançar quem compra. Continua guardada, e é o anúncio mais barato disponível no dia em que o funil do órgão estiver girando e o atendimento pedir mais gente na rua.
A briga mais cara do setor. Entra depois de propósito, quando o pixel já estiver treinado e já existir o custo por contato do órgão público para comparar.
Vocês mandaram a lista de quem consideram concorrente real. Abri o código de cada um hoje, 31/08, para ver não o que eles dizem, mas com o que eles estão equipados. O resultado explica a diferença de resultado melhor do que qualquer comparação de criativo.
Esta fase não compra mídia. Ela existe para que a partir da semana 2 todo real gasto vire dado. É uma semana de trabalho, e é a única etapa que não dá para pular sem pagar por isso três meses depois.
Descobrir a qual conta pertence cada uma das duas tags de Google Ads, decidir qual fica e remover a outra. Se não houver mais acesso a nenhuma das duas, criamos uma conta limpa em nome de vocês e desativamos o resto. Conversão dividida entre duas contas não otimiza nenhuma das duas, então enquanto isso não se resolve qualquer campanha de Google roda pela metade.
Um gerenciador de tags próprio do Grupo Portal, Analytics de verdade, e o pixel do Meta com envio também pelo servidor, para não depender só do navegador da pessoa. É o mesmo tipo de instalação que os dois concorrentes da seção 02 já têm.
Definir e instalar os eventos que importam, separados por frente: pedido de orçamento de órgão em primeiro lugar, depois contato de fornecedor e clique no WhatsApp. Sem essa separação os públicos voltam a virar um número só, que é o erro que o diagnóstico apontou como causa das tentativas anteriores.
Existe uma base de aproximadamente 50 mil contatos de órgãos públicos, com e-mail e telefone. Isso muda o plano, e muda para melhor: é a única coisa nesta operação que nenhum concorrente pode comprar no leilão. A leitura que chegou até vocês estava certa, mas parou na metade.
Sobe e-mail e telefone, e o Google encontra essas pessoas. Só que isso não reserva a primeira posição: a pessoa da lista precisa pesquisar o termo do mesmo jeito, e a lista faz a gente lançar mais alto para aparecer para ela. Com 50 mil roda tranquilo, e rende ainda mais no YouTube e no Gmail que na própria pesquisa.
Template aprovado previamente pela Meta, chegando no telefone do servidor responsável pela compra. Não é robô em celular comum nem lista de transmissão: é o canal oficial, que não derruba número quando bem usado.
Aqui a Meta cobra por mensagem enviada, e não por campanha: a categoria marketing no Brasil está hoje entre R$ 0,31 e R$ 0,40 por disparo. Por isso o envio nunca é para a base inteira de uma vez. É por lote, começando por quem tem compra em aberto, com o tamanho do lote decidido junto com vocês. Assim o custo é conhecido antes de cada envio, e nunca é surpresa depois.
Comunicação recorrente para os 50 mil, mostrando quais atas estão vigentes e o que cada uma permite comprar sem abrir processo novo. Custo por contato próximo de zero, e aquece os outros dois canais: quem já viu o nome no e-mail responde melhor no WhatsApp e clica mais no anúncio.
Não tem leilão, não tem público frio, não tem curioso entrando pela palavra genérica. É o contrário exato do problema das tentativas anteriores, em que a verba ia embora em quem pesquisava "portal de compras públicas" sem querer comprar de ninguém.
Com o instrumento de pé, entra mídia. E entra numa frente só: o órgão público que adere à ata. A ata já existe e já está pronta para vender, então a fase 2 não tem outro trabalho senão colocá-la na frente de quem faz a compra, por todos os caminhos que existem para chegar nele.
Campanha de busca com "ata de registro de preços" no centro, mais os termos vizinhos de quem já sabe o que quer. E, tão importante quanto: as buscas de volume alto excluídas de propósito. "Portal de compras públicas", "licitação" e "compras públicas" somam quase 160 mil buscas por mês e entram como negativas, não como alvo. É o que separa relatório cheio de clique de pipeline cheio de contato.
E entra a segunda camada de negativas, a que resolve o caso do trator: "comprar", "preço", "usado", "financiamento", "revenda" e as variações de quem pesquisa como consumidor. Cada uma dessas palavras bloqueada é um telefonema de agricultor que não vai acontecer, e o pacote vale para o catálogo inteiro, não só para máquina agrícola.
O Meta não filtra servidor de prefeitura por cargo, então não adianta procurar órgão público no frio. O que ele faz bem é voltar a aparecer para quem já entrou no site e para semelhante aos 2.288 seguidores do Instagram. Verba pequena, função de lembrete: quem pesquisou no Google e não pediu orçamento volta a ver vocês antes de decidir.
O servidor que precisa comprar não pode cair na home institucional. Ele precisa de uma página que responda a pergunta dele: quais atas estão vigentes, o que cada uma permite comprar e como aderir sem abrir processo novo. E o formulário abre perguntando qual órgão a pessoa representa, o que faz dois trabalhos: filtra antes de chegar no atendimento de vocês, e ensina a campanha, porque só o contato qualificado volta ao Google e ao Meta como conversão. Com o tempo as plataformas param de procurar o agricultor sozinhas.
Aqui entram os três ataques da seção 04, se a origem da base permitir, e é o passo mais importante da fase inteira. Não é preciso encontrar essas pessoas no leilão: o telefone e o e-mail já estão na mão. Nenhuma verba de mídia chega tão perto de quem decide quanto essa lista.
Plataforma e verba não convencem ninguém sozinhas. Compra pública tem calendário, e é nele que a campanha se apoia.
Mobiliário escolar, projeto pedagógico inclusivo e material. A data não se negocia: a carteira precisa estar na sala no primeiro dia letivo, e quem só descobriu a falta em janeiro não tem prazo para abrir processo novo. Fala direto com metade do catálogo de vocês.
O orçamento que não é empenhado dentro do ano não atravessa para o ano seguinte. É o único momento do calendário em que a pressa vem do lado de quem compra, e aderir a uma ata que já existe é o caminho mais curto que existe para empenhar sem abrir processo do zero. Na leitura de fora, este é o gancho mais forte do ano.
Sala de aula sem ar condicionado vira pauta de vereador e cobrança de pai de aluno todo verão. Climatização já está no catálogo, e a demanda chega com prazo curto e pressão pública em cima, que é exatamente o cenário em que um processo licitatório novo não cabe.
Escola reformada, creche inaugurada, praça entregue. Todo espaço novo precisa ser mobiliado e equipado antes de abrir, e a inauguração já tem data marcada quando a compra começa a ser pensada. Playground e informática entram por aqui.
Só agora a frente do fornecedor, a que tem 225 anunciantes ativos disputando a mesma pessoa. E aqui o público é mais estreito do que parece, o que é uma vantagem: não é qualquer empresa que quer vender para o governo, é a que já ganhou a licitação, já tem ata e não está conseguindo tirar venda dela.
Uma frente por vez também significa uma conta por vez. Não existe aqui um pacote fechado a ser aprovado hoje: existe um ponto de partida, dimensionado pelo tamanho do mercado, e cada passo seguinte só é discutido quando o anterior já devolveu número.
Volumes de busca e faixas de clique do Planejador de Palavras-chave do Google Ads, Brasil, consultados em 20/08/2026.
A lista é curta de propósito. Nada aqui exige refazer o site, trocar de plataforma ou parar de vender enquanto arruma.
Não vou prometer número de lead, e desconfiem de quem prometer sem ter medido nada na conta de vocês. O que dá para garantir é o dado: quanto custa um órgão interessado, medido na conta de vocês, separado por canal, e o mesmo número para o fornecedor se a fase 3 for aberta. Prometo dois números e não três de propósito: o representante saiu do escopo das oito semanas, então seria desonesto garantir o custo de uma frente que não vai rodar.
Quanto custa cobrir as buscas que existem dá para calcular hoje; quanto elas vão render, não. Enquanto esses números não existirem, qualquer promessa de retorno é palpite, de qualquer agência, inclusive da nossa.
Com o painel do site e o gerenciador do Meta liberados, a fase 1 começa no mesmo dia e não depende de mais nenhuma reunião. Nenhuma conta muda de dono: entramos como parceiro convidado, e campanha, anúncio e histórico ficam com vocês, sempre.
Se preferir começar menor, dá para fazer só a fase 1 e decidir a verba depois de ver o primeiro dado. Nessa ordem vocês não gastam mídia enquanto o sinal ainda não está de pé, que é o oposto do que acontece hoje.